Sunday, May 11, 2008

O MUNDO PERDE BERGMAN E ANTONIONI


Dois grandes ícones da história do cinema morrem no mesmo dia. E deixam saudades


Ernst Ingmar Bergman e Michelangelo Antonioni morreram no final de julho desse ano, exatamente no mesmo dia (dia 30), para a tristeza dos apaixonados por cinema e admiradores de seus trabalhos em todo o mundo.

O professor e sociólogo, Marco Antonio Rossi, fala de sua admiração pelos cineastas e do sentimento da perda para o cinema com a morte dos dois. “Bergman e Antonioni levam com eles para o Paraíso a experiência grandiosa do cinema como instrumento de elucidação e debate diante de grandes temas acerca do que vem a ser o ser humano”, comenta o professor.

Rossi destaca O Sétimo Selo, de Bergmaen e O Deserto Vermelho, de Antonioni, como exemplos do bom cinema que faz uma reflexão sobre o vazio do homem moderno. “O indivíduo na tela de Bergman e de Antonioni é aquele homem burguês que tanto sofre pela falta de razões éticas, que deve ao mesmo tempo, competir e evitar a barbárie”, explica.

Segundo o professor, é difícil falar sobre a morte dos cineastas. “Estamos encerrando uma era no cinema. Agora somos obrigados a ver os filmes de Hollywood - a Meca do Cinema - sem alternativas nem contrapontos. Pode ser exagero, mas a infeliz coincidência de morte no mesmo dia de Bergman e Antonioni encerra uma era: a da arte como expressão do ser humano em sua vasta imperfeição”.

Rossi sugere que se assista sempre ao diálogo entre o cavaleiro e a morte, durante um jogo de xadrez surreal, em O Sétimo Selo. Para ele, seqüências como aquela dificilmente serão vistas na história do cinema. “Uma pena! Cabe-nos resguardar toda a obra desses gênios da grande tela e da sensibilidade no trato do humano. São Shakespeares do século XX”, compara Rossi.

(publicado no Metrô on line - da Faculdade Pitágoras/ Metropolitana em 31/08/2007

por Juliana Nunes
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E ASSIM REVIVE O MITO



Depois de 30 anos da morte de Elvis Presley, fãs ainda relembram suas histórias


Milhares de pessoas se reúnem em Memphis, nos Estados Unidos, todo dia 16 de agosto, aniversário de morte do Rei do Rock, Elvis Presley, que faleceu nessa data, no ano de 1977, por insuficiência respiratória.

Fãs em todo o Brasil, também organizaram caravanas para participar do evento “Elvis Week 2007”. Aos que não puderam ir dessa vez, fica o desejo de tentar chegar o mais perto possível das lembranças, tendo que aguardar uma próxima oportunidade.
Bruno Magalhães Brito, estudante, 16 anos, mora com os pais em São Paulo, capital, e se declara fã de Elvis desde 2002, quando ouviu pela primeira vez a música A Little Less Conversation, que tocava no rádio. “No princípio, era a única música que eu gostava, até que meu pai emprestou de um amigo uns CDs, e a partir daí, o Elvis passou a fazer parte de mim, tornando-se algo quase que vital”, comenta com entusiasmo.
Apesar de tantas histórias sobre o ídolo que “ainda vive entre nós”, Bruno acredita sim, que Elvis morreu, mas apenas fisicamente. Não só para ele, mas como para todos os fãs do cantor, o mito permanecerá vivo em suas mentes e corações.
O fã conta que chegou a ter “um fio de esperança” quando surgiu o boato, recentemente, de que Elvis estaria morando na Argentina. “A história me pareceu convincente a ponto de ter me deixado em dúvida sobre a morte dele”, lamenta. Mas acrescenta que jamais fez alguma loucura para poder reencontrá-lo.
O jovem fã de Elvis é convicto de que o cantor foi e sempre será o maior da história, “sua morte não o apagou do cenário mundial por um simples fato, Elvis é inigualável e sempre será”, encerra.

LEIA MAIS:

20 coisas que você não pode deixar de saber:
1. Elvis ajudava os amigos e pessoas pobres. Uma vez, entrou em uma loja de automóveis e comprou vários Cadillacs. Deu todos de presente.
2. Nos anos 70, antes de um show em Las Vegas, Elvis foi ameaçado de morte. Entrou no palco e fez o show com um revólver no cinturão.
3. Os Beatles visitaram o Rei, em meados dos anos 60. Cantaram juntos e jogaram bilhar, mas as cenas não foram registradas.
4. Por pouco não existiram dois Elvis. O cantor teve um irmão gêmeo, mas Jesse nasceu morto.

5. Elvis fez show apenas nos Estados Unidos. Tocou somente uma vez no Canadá. Seu empresário, o coronel Parker, era holandês, e vivia ilegalmente no país. Por isso, tinha medo de viajar e não mais poder retornar.

6. Elvis tinha cabelos loiros. Tingia seu cabelo, pois gostava do tom de seu ídolo Tony Curtins.

7. Nos anos 50, Elvis deu uma pancada em um frentista que tentou afastar algumas fãs, quando parou em um posto de gasolina para abastecer. Foi a julgamento, mas acabou inocentado.

8. Quando queria ir ao cinema, Elvis fechava uma sala em Memphis só para seus amigos.

9. Depois de conversar com o presidente Nixon, em 1972, Elvis foi nomeado agente do FBI, pois queria ajudar os EUA na guerra contra as drogas.

10. Em um de seus filmes, O Seresteiro de Acapulco, de 1963, Elvis salta de penhascos em direção ao mar. Mas, na verdade, ele nunca pulou nem colocou os pés no México. O filme foi todo filmado em Los Angeles.

11. Elvis já cantou música de brasileiro, nos anos 60. Almost in Love, foi composta por Luiz Bonfá.

12. Certa vez, o motor da Ferrari de Elvis não pegou quando ele deu a partida. Irritado, ele atirou no carro.

13. O corpo do cantor foi sepultado no cemitério de Forest Hill, em Memphis. Mas, uma tentativa de roubo do corpo, fez a família transferi-lo para Graceland.

14. Elvis atirou em um aparelho de TV quando viu o cantor Robert Goulet, de quem não gostava nem um pouco.

15. Nenhuma das músicas de Elvis foi composta por ele.

16. A última foto de Elvis foi tirada em 15 de agosto de 1977, quando entrava pelos portões de sua casa, voltando do dentista. Um dia antes de sua morte.

17. Em 1968, o produtor Steve Binder levou Elvis para dar uma volta em Los Angeles, pois acreditava que já não iria chamar atenção. O mito não era mais tão popular.

18. Sempre que conhecia alguém Elvis se apresentava: “Hello, I´m Elvis Presley”. Como se ninguém o conhecesse.

19. Para um show que apresentou no Havaí, Elvis fez uma “apresentação teste”, um dia antes, e jogou para o público seu cinturão trabalhado em pedras. Um novo cinturão teve que ser confeccionado, em 24 horas, para o show oficial.

20. Graceland, a mansão onde viveu, é o segundo ponto turístico mais visitado dos EUA. Perde apenas para a Casa Branca.


Mas afinal, ele morreu ou não morreu?

Iniciada por um tablóide norte-americano de notícias curiosas Weekly World News, a lenda urbana de que Elvis Presley não morreu, corre até hoje por todo o mundo. Tudo começou nos anos 80, quando Elvis foi “flagrado” em Kalamazoo, Michigan, comendo um hambúrguer.
Depois disso, algumas testemunhas já o viram em um trailer na Lousiana, tendo aulas de dança do ventre, em Osaka, no Japão, conduzindo um bonde na República Checa e comprando sapatos de camurça azul, na Grã-Bretanha.

Mesmo não havendo provas dessas aparições, existe hoje, uma recompensa de US$ 3 milhões, ofertados por um grupo de apostas da Grã-Bretanha, para quem apresentar provas concretas de que o Rei do Rock ainda está vivo.

Uma pesquisa da rede de televisão CBS aponta que, aproximadamente, 20 milhões de norte-americanos ainda acreditam que Elvis não está morto. Os adeptos dessa teoria defendem qualquer tipo de justificativa, de que o ídolo teria simulado sua morte.
Alguns dizem que ele teria se beneficiado do programa de proteção a testemunhas e trabalharia para a agência norte-americana de luta contra as drogas (DEA), por isso teria que viajar pelo mundo todo.

Outros, um pouco mais perturbados, afirmam que Elvis foi seqüestrado por extraterrestres ou situações ainda mais inusitadas. Ou ainda, que se trata de uma experiência de clonagem, e que, na verdade, existem milhares de Elvis espalhados por todo o planeta.

Com tantas teorias, fica difícil acreditar que o maior ídolo do Rock de todos os tempos, teria mesmo partido da Terra. Talvez, uma versão um pouco mais amena, confortaria a todos os fãs: o nome Elvis forma o anagrama “Lives”, que quer dizer “vive”, em inglês


O “santuário” Graceland

Nascido em 8 de janeiro de 1935, em Tupelo, Mississippi, Elvis gravou seu primeiro disco demo em 1953. Somente em 1956, ao aparecer no programa de TV The Milton Berle Show, levou a platéia ao delírio com seu rebolado, provocando a ira de grupos conservadores que condenaram sua música e performance, considerando-as exageradas e sensuais para a época.

Além de músico, Elvis também foi ator e participou de 33 filmes. Ainda em 1956, lançou seu primeiro longa, que estreou com “Love Me Tender”, seu primeiro sucesso, como trilha sonora. Em 1957, comprou a mansão Graceland, onde viveu com a família até a sua morte.

Nesse ano, a Graceland preparou a “Elvis Week” - Semana Elvis - , atraindo cerca de 50 mil pessoas que fizeram vigílias à luz de velas e participaram de shows e tributos especiais ao cantor. Uma das atrações mais esperadas foi um show virtual, de aproximadamente duas horas, com os ex-músicos de Elvis e com o astro “cantando” em um grande telão, no dia 17.

Fãs do Brasil inteiro também organizaram uma caravana para participar da “Elvis Week 2007”. A viagem começou a ser agilizada através de uma comunidade no Orkut, e por um telefone criado especialmente para isso, o Disk Elvis. O empresário, Marcelo Costa, que se dedica desde o final dos anos 1970 a eventos ligados ao mito, foi o responsável pela excursão, que durou dos dias 6 a 18 de agosto.
(publicado no Metrô on line - da Faculdade Pitágoras/Metropolitana em 31/08/2007
por Juliana Nunes
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FATOS REAIS BASEADOS EM FICÇÃO


“Tropa de Elite” traduz a pura realidade vivida atualmente no Brasil


Cenas de ação, tiroteios, efeitos especiais, dignas de filme hollywoodiano. Mas, ao contrário do que gostaríamos de acreditar, “Tropa de Elite”, a mais recente produção do cinema nacional traduz a pura realidade vivida atualmente em nosso país.

O cenário: o Rio de Janeiro. Os personagens: a sociedade carioca. O contexto: a vida do cidadão comum em meio às crises do Estado, da violência urbana...ou seria uma típica cena dos tempos de guerrilhas civis encontradas em livros de histórias e filmes épicos, onde homens se matam para defender seus territórios?

Falta de oportunidade, escolaridade, desigualdade social, má criação? Não importa. O que interessa é que vivemos em meio ao fogo cruzado, e, de fato, nos resta apenas martirizar a certeza de vivermos mesmo no fim dos tempos.

Quando ouvimos dizer que é preciso incentivar a cultura, o esporte, prezar pela saúde e segurança pública, todo mundo concorda, parece fácil assumir tamanha responsabilidade se houver boa vontade de cada indivíduo. Porém, foi preciso “brincar de faz de conta” para comover uma sociedade com os problemas locais.

O comentário foi geral. A polêmica se estabeleceu: “Será que é tudo verdade?” É difícil encontrar alguém saindo das salas de cinema sem aquele nó na garganta ao verem as cenas do longa-metragem gravadas ali mesmo, bem perto de suas casas, sem muito esforço para a produção de cenários ou sacrifícios para elaborar o roteiro. O próprio elenco incorporou as personagens nas gravações ao serem “assaltados pelo seu público”. Parece cena de cinema! (risos)

Que realidade é essa? Que mundo é esse em que vivemos, onde as pessoas riem da própria desgraça e não têm forças para fazer as luzes se acenderem, acabar com a pipoca e voltar para suas casas com o alívio de que “ainda bem que foi tudo ficção”?
Por que é que ninguém acredita nos noticiários de TV? Será que a imprensa brasileira anda tão sem credibilidade assim, que não consegue fazer transparecer as necessidades de um povo para seu próprio povo?

É crítico. Mas, infelizmente esse é o povo brasileiro, que, desesperançoso com um mundo melhor se mostra cada vez mais alheio aos problemas do dia-a-dia, fazendo de suas vidas meras “passagens terrestres” sem expectativas de um final feliz.


(publicado no Metrô on line - site da Faculdade Pitágoras/ Metropolitana em 20/11/2007



por Juliana Nunes
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UM SONHO DE CHOCOLATE


O remake de “A Fantástica Fábrica de Chocolate” deixou um gostinho de decepção em quem viu o original


O excêntrico Willy Wonka (Johnny Depp) vive numa fábrica de chocolates há anos, sem que ninguém nunca o tenha visto. Depois de 15 anos sem deixar um visitante sequer se aproximar de seus domínios, ele permitirá a visita apenas para cinco crianças, que serão selecionadas através da sorte - cinco barras de chocolate com um bilhete dourado foram lançadas pelo mundo afora, e quem os encontrasse teria o direito de conhecer a fábrica e todos os seus segredos.

Os vencedores: o guloso, Augustus Gloop (Philip Wiegratz); a ambiciosa Violet Beauregarde (Annasophia Robb); a esnobe mimada Veruca Salt (Julia Winter), o metido e viciado em televisão, Mike Teavee (Jordan Fry) e Charlie (Freddie Highmore), o garoto pobre e humilde que vive nos arredores da fábrica. As crianças descobrem que as coisas dentro da fábrica são ainda mais surreais do que imaginavam, e vão aprendendo uma lição devido seus maus comportamentos, através de situações realmente sinistras nas quais se metem.

A nova versão de “A Fantástica Fábrica de Chocolate” (Tim Burton, 2005), baseado no livro de Roald Dahl é uma adaptação do clássico dirigido por Mel Stuart, em 1971. E acredito, ter deixado um gostinho de decepção em muita gente que passou pela infância e conheceu a versão original.
Particularmente senti um aperto no coração quando vi que estavam tentando revelar o passado de Willy Wonka (interpretado por Johnny Depp e no anterior, por Gene Wilder), e quase chorei ao ouvir os Oompa Loompas ao som de Heavy Metal, Rap e até Beatles!! Tudo bem, ficou engraçado, as coreografias também, muito divertidas (bem mais agradáveis do que aquela nostalgia dos anões verdes que cantavam naquele desânimo só).

Porém, a graça do primeiro filme está em você poder viajar nas mágicas, nas fantasias, é legal ter a surpresa do que vai acontecer, ver as crianças aqui fora, ficando de boca aberta e os olhinhos brilhando ao se imaginarem dentro daquele verdadeiro sonho. A sensação de que poderia encontrar um bilhete premiado ao abrir uma barra qualquer do chocolate, mesmo não sendo da marca Wonka, era fascinante.

A “nova fábrica”, também é boa. Mas não tem a mesma magia, não tem a mesma “sacada” que teve Mel Stuart naquela época. Tudo está muito manjado, as crianças não acreditam mais em contos absurdos. Riem porque gostam de ver outras pessoas se dando mal. Tudo o que se tenta “copiar”, ou “reapresentar” para as gerações anos 90, não passa de algo antiquado. Não adianta tentar mudar, atualizar, adaptar. Johnny Depp (mesmo sendo um ótimo ator) nunca chegará aos pés de Willy Wonka – o misterioso, solitário e apaixonado por chocolates, de Mel Stuart.


(publicada no jornal Metrô on line - site da Faculdade Pitágoras/ Metropolitana em 20/11/2007



por Juliana Nunes
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Sunday, April 06, 2008

UM BAR PARA TODOS OS TIPOS


Como um dos espaços mais característicos de Londrina, o Bar Valentino, inaugurado em 1979, pelo professor de história, José Antonio Teodoro, se transformou num dos pontos mais requisitados entre os variados tipos: intelectuais da arte e da música, o público GLS, jornalistas, estudantes em geral e principalmente pessoas com estilo alternativo. Teodoro, como era chamado, era homossexual e acabou alugando uma casa de madeira para fazer reuniões com os amigos. Foi incentivado por eles a transformar o local em um bar, sem, no entanto, modificar a estrutura da casa. Ele era obcecado por cinema, e em especial por Marilyn Monroe, o que fez com que o bar fosse pensado e decorado com motivos de cinema. O nome “Valentino” é inspirado em Rodolfo Valentino, outro de seus ídolos. A logomarca em Néon, no telhado do bar, é a silhueta de uma personagem, também de Valentino.
Desde a inauguração, o local já foi visitado por celebridades como Ruth de Souza, Tônia Carrero, Paulo César Pereio, José de Abreu, Língua de Trapo, Ney Latorraca, Nana Caymi, Diana Pequeno, Angeli, Lucélia Santos, dentre outros.
Reduto músico-teatral – Na época da inauguração, Londrina participava do circuito do Projeto Pixinguinha, onde eram apresentados shows restritos com gente famosa, que ocorriam aos finais de semana. Dentre as muitas apresentações teatrais de grupos locais e performances, bandas e artistas londrinenses de Jazz, Soul, Blues, Rock e MPB, havia ainda um acervo diversificado de discos de vinil.
Nova fase – Teodoro foi para o exterior e vendeu o bar para Pino, um italiano que introduziu o cardápio de massas no bar – que antes era composto apenas por “petiscos” como lingüiça e carne seca. Mais tarde seguiu o caminho do teatro onde participou do grupo Cemitério de Automóveis. Foi então que Marcos Marangoni comprou o bar e o manteve por quase 10 anos. Sua família era proprietária de uma casa de massas, e Marangoni trouxe de lá a idéia da massa caseira. Tudo era preparado da maneira mais natural possível, com massa fresca, sem produtos industrializados ou conservantes, o que fez com que o macarrão do bar se tornasse um dos mais famosos da cidade.
Contemporâneo – Waldomiro Chamé e Rosângela Sperandio Chamé são os atuais proprietários, juntamente com Márcio Guerra, hoje sócio-proprietário. Eles estão à frente do bar há 10 anos e mantiveram o cardápio e os espaços característicos do Valentino, que já havia se consolidado como um dos bares mais tradicionais da cidade. Durante o ano de 2002, o terreno onde era localizado o bar, na Avenida Bandeirantes, foi vendido a um grupo de empresários locais, que pretendiam construir ali um prédio comercial. A mudança do Valentino ganhou espaço em toda a mídia local, onde a população reivindicava o Bar Valentino como patrimônio cultural da cidade.
As influências adquiridas ao longo do tempo, aproximando grupos diferenciados, só se fizeram presentes quando finalmente a notícia de que o bar mudaria de endereço foi confirmada. A mudança foi capaz de demarcar posições comuns dentre seus diversos grupos de freqüentadores. Construído com as mesmas características, só que num espaço maior, o “novo Valentino” a princípio causou estranheza aos freqüentadores, já tão acostumados ao antigo local, mas agradou pelas mudanças e novidades.
(Matéria publicada na Revista Grafias - Revista de Comunicação e Cultura da Faculdade Metropolitana IESB - Ed. 1 Primavera-Verão 2007) - Por Juliana Nunes e Fernanda Mendonça
por Juliana Nunes
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Monday, March 24, 2008

AUTORES LONDRINENSES EMBARCAM NA PRODUÇÃO DE CURTAS

Paula Ferraz, londrinense estreante interpretando a personagem principal Maria Angélica
Foto: Bruno Gehring
“O cinema tem privilégios. Assim como a vida, ele não tem sentido. Aliás, não precisa ter. Seu objetivo é confundir, ampliar, redimensionar a pretensa imagem que temos do mundo e de nós mesmos. Para isso, ele não deve explicar, encerrar, definir nem propor. Cinema é algo inacabado, em fluxo, fragmento. Quase invisível. Quase...” (www.mostralondrinadecinema.com.br)

Um novo conceito de cultura vem surgindo em Londrina em relação ao cinema. Muito além de exibições de películas em salas comerciais, produtores, cineastas, atores, diretores e um público bastante interessado vêm a algum tempo trabalhando duro para conseguir estimular uma cultura audiovisual ativa na cidade.

Embora longe de se tornar uma preferência unânime, os londrinenses estão cada vez mais acostumados com exibições de filmes nacionais e com a idéia de se produzir cinema na cidade. Apesar do conservadorismo ainda presente diante de uma novidade, existe um segmento que acredita e investe na ação.

Atualmente, vem sendo produzido, “Maria Angélica”, um curta-metragem produzido e dirigido pelo jornalista e roteirista Francelino França. A história trata de questões existenciais apresentando a agressividade de uma mãe contra a filha de nove anos, ao se sentir culpada por ter matado acidentalmente o filho recém-nascido. O refúgio para a garota é o cemitério, local onde a mãe religiosamente cumpre uma promessa. Naquele território, a menina se sente livre, sem opressão e violência, e fala com amigos imaginários, crianças já falecidas, além de um intrigante coveiro. O pai da garota acompanha tudo com uma atitude passiva diante do comportamento da mulher. Seguindo para um final que promete ser surpreendente.

“Maria Angélica é um filme de alta complexidade. E o resultado está ficando melhor que o esperado”, diz o diretor. França ainda afirma que o público nesse caso é generoso e sabe que é refém de uma imagem que vem de fora, e que quando se vê diante da oportunidade de ter sua história representada na tela, se identifica muito.

Com a Lei de Obrigatoriedade e Exibição (implantada em meados dos anos 80), permitindo que os filmes pudessem ser exibidos em salas comerciais, e mais tarde, a Lei do Audiovisual, estabelecida pela Ancine (Agência Nacional do Cinema), possibilitou que novas produções cinematográficas fossem feitas de uma maneira mais dinâmica e madura.

Em Londrina não podia ser diferente. Foi criado em 2003, o Kinoarte (Instituto de Cinema e Vídeo de Londrina), uma organização não governamental, que tem como objetivo promover a cultura audiovisual, através de produção, exibição e preservação de filmes, além da realização de cursos, oficinas e palestras. Profissionais de alta qualidade são selecionados para fazer parte da equipe. “A maior preocupação é com a qualidade dos filmes, e não tanto com a idéia de vender ou não os mesmos”, comentou Bruno Gehring, Produtor Executivo do curta.

Contudo, Argel Medeiros, Diretor de Produção do “Maria Angélica”, afirma que a ONG tem se deparado com dificuldades para concluir o projeto diante das questões financeiras. Como dito anteriormente, algumas empresas já têm a consciência de como é caro fazer cinema e de quão importante é ajudar a expansão da cultura no país. Porém, Argel conclui que, muitas dessas empresas que tem intenção de ajudar, só o fazem se o projeto estiver de acordo com a Lei Rouanet (ver site
www.cultura.gov.br). Há uma burocracia muito grande. Os idealizadores do projeto se vêem presos para seguir adiante conforme planejado.

O apoio do Promic (Programa Municipal de Incentivo à Cultura) que viabilizou uma verba de R$ 79.698,20 para este projeto, por exemplo, foi suficiente apenas para o início das gravações. Boa parte das despesas foi por conta de algumas empresas na cidade e inclusive do próprio diretor. Para a edição e finalização, já é outra história. “A parte final, é como se você começasse um outro filme”, explicou França.

Além do patrocínio direto com empresas, a equipe de produtores tenta conseguir um editor de experiência que eleve o nível do filme para apresentá-lo à Lei do Audiovisual, chegando assim ao processo esperado para a finalização.

NOTA: O diretor do curta, Francelino França, faleceu no dia 09 de setembro de 2006, em Londrina, em decorrência de falência do intestino. Segundo o pai de França, há 14 anos o filho lutava contra problemas de saúde. Em virtude disso, além de outros problemas finaceiros, o filme ainda não pode ser finalizado.

(publicada na Folha Metropolitana, Jornal Laboratório Metropolitana IESB, Ed 1, 2006-2)

por Juliana Nunes
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COITADINHOS DOS POMBOS!


Em agosto de 2006, foi realizada uma reunião com membros dos órgãos ambientais de Londrina para discutir uma solução para o problema da superpopulação dos pombos na cidade. Tudo bem, eles são realmente um problema. Quem é que nunca passou em baixo de uma árvore, sempre correndo ou olhando para cima, com medo de receber uma visita indesejada do céu ou nunca sentiu aquele mau-cheiro nas ruas em dias de chuva? Ou pior, quem é que nunca ouviu falar em casos de mortes ocasionadas por doenças transmitidas por essas aves?
Segundo a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SEMA), a grande preocupação seria realmente com o número de doenças que podem ser causadas pelas fezes das aves. Essas fezes produzem um fungo causador da meningite, além de outras doenças como a gripe aviária. Porém, caro leitor, fique tranqüilo, as pobres pombinhas não transmitem danos no seu orçamento, furtos compulsivos os disparos de tiros à queima roupa, como ocorrem diariamente.

Em Londrina existe atualmente uma população de 170 mil pombos. Em relatório apresentado pelo coordenador do Centro de Investigação em Medicina Aviária do Paraná (Cimepar), Ivens Gomes Guimarães, mostra que cerca de 50 mil pombos poderão ser sacrificados para controle populacional. As autoridades devem mesmo se preocupar. Já imaginaram se esses "malditos pombos" começam a causar epidemias em toda a população? Os responsáveis, no mínimo, não teriam verba para ampliar hospitais e recursos para salvar vidas.

A situação foi considerada emergencial na cidade e, neste caso, essas "pragas urbanas", como são considerados os pombos, serão capturadas e enviadas para o abate em câmaras de gás carbônico. Um método bastante utilizado em abatedouros de frangos por ser julgado de menor sofrimento para os bichinhos. A invenção do tal "método de menor sofrimento" foi de autoria de Adolf Hitler, que também julgava câmaras de gás um meio de diminuir a dor de uma população indesejada.

O orçamento, este sim não teve erro, foi estimado em R$ 120 mil/ano. Uma bagatela para a prefeitura. Oras, o Brasil possui uma renda tão bem distribuída. Francamente! Se vivêssemos num país onde decisões importantes como essa fossem tomadas com responsabilidade, o "massacre dos pombos" seria apenas mais um entre os benefícios à sociedade. Existem "pragas urbanas" muitos piores companheiros - são os também conhecidos "marginais" ou "corruptos".

É...coitadinhos dos pombos, terão mesmo seu fim decretado.
(publicada pela Folha Metropolitana, Jornal Laboratório Faculdade Metropolitana IESB - Ed 1, 2006-2)
por Juliana Nunes
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Tuesday, March 11, 2008

QUASE UMA FOCA!


Certa vez, a professora da primeira série perguntou aos alunos o que gostaríamos de ser quando crescer. Eu, sem hesitar respondi: “Cabeleireira! Ou, talvez professora!”. Sem nem saber ao certo como se escrevia “cabeleireira”, se tinha mesmo o “i” entre o “e” e o “r”, ou seria “cabelerera”... Alguns meses depois, tínhamos que fazer algum trabalhinho para expor no mural do colégio em comemoração ao aniversário da escola. Toda a turma fez redações, com o tema livre, e a minha foi uma das escolhidas (não sei se pelo fato da “tia da primeira série” ter sido minha tia de verdade), mas o que importa é que isso me deixou muito orgulhosa, o que me rendeu vários elogios da família toda também. O tema era alguma coisa sobre “Um fim de semana legal”, onde escrevi um passeio fictício com meu pai, numa tarde gostosa de domingo.
Alguns anos se passaram, comecei a me interessar pela leitura e não parava de escrever. Agendas, cadernos, paredes. Quando estava na 6ª série do Ensino Fundamental, um concurso de redação que envolvia todo o país me inspirou novamente para fazer o que gostava. Os três colégios de Ensino Fundamental da minha cidade participaram, onde depois concorreríamos entre os colégios do Estado e somente um ganhador de cada Estado iria para a final, em Brasília, conhecer o presidente Fernando Henrique Cardoso e ganhar alguns “prêmios simbólicos”. A minha redação foi a melhor da cidade, mas não passou disso... Mas, somente pelo orgulho de ver o diretor do colégio anunciar meu nome como “a melhor redação da cidade”, foi o suficiente para decidir qual profissão iria seguir.
E agora me encontro aqui, prestes a me tornar uma “foca”, que é como são chamados os jornalistas recém formados. Muito tempo se passou, muitas coisas aconteceram, fiz muitas amizades, mas quase todas já se foram, restaram apenas as verdadeiras... mas isso não importa, o que fica são as experiências que levarei por toda a vida, principalmente as de cunho profissional, pois com algumas dessas “amizades” passageiras descobri que tenho sim potencial para ser melhor que outros no que diz respeito a caráter, bom senso e profissionalismo.
Agora é esperar. Quatro meses ainda me restam para me preocupar em como provar que estou capacitada a receber o canudo... e aceitar, que o mundo lá fora é muito mais do que uma simples exposição de trabalhinhos no mural do colégio...
por Juliana Nunes
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Monday, March 10, 2008

INSANIDADE TEMPORÁRIA


A LOUCURA ME ACALMA... MELHOR NÃO CONTRARIAR!
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VAI DOER, MAS EU PRECISO TE DEIXAR PARTIR...


E de repente, um anjo veio e te levou daqui... fazendo da Terra um pouco mais triste por perder um sorriso, uma alma boa, uma boa companhia, um amigo, um filho, um irmão. É difícil aceitar que eu te deixei partir sem ao menos me despedir, sem ao menos dar aquele beijo que há tanto esperei, aquele abraço que há tanto fiquei devendo, sem jogar aquela partida de tranca como há muito prometia... Peço que me perdoe por não ter te dado um último abraço, por não ter conseguido tocar sua mão, por não ter atendido seu último telefonema... mas acredite, só não fiz pois estou muito chateada contigo! Você me deve uma explicação do porquê não parou quando eu te pedi, do porquê não foi dormir quando eu sugeri, do porquê desistiu tão fácil assim? E ainda ficou me devendo uma resenha de filme... Ao menos fizemos as últimas considerações, fizemos as últimas lamentações e as últimas recordações, não é mesmo? E isso acalma um pouco meu coração! Mas não pense que vai ficar assim, viu! Ainda espero sua visita, como naquela noite em que apareceu sorrindo pra mim, e uma resposta para todos os questionamentos que lhe fiz... pela vida toda! Fica em paz, porque por aqui as coisas estão indo bem, apesar da saudade... Agora dorme com Deus, descanse! Conversamos mais tarde quando eu for dormir, como de costume! Ah! E não se esqueça... eu te amo!


REVERÊNCIA AO DESTINO (Adaptado de Drummond)


Falar é completamente fácil quando se tem palavras em mente

que expressem sua opinião

Difícil é expressar por gestos e atitudes

o que realmente queremos dizer antes que a pessoa se vá

Fácil é julgar as pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias

Difícil é tentar fazer diferente algo que já se fez muito errado

Fácil é analisar a situação alheia e aconselhar sobre essa situação

Difícil é vivenciar essa situação e saber o que fazer, ou ter coragem pra fazer

Fácil é ouvir a música que toca

Difícil é ouvir a sua consciência, mostrando nossas escolhas erradas

Fácil é ditar regras

Difícil é seguí-las. Ter a noção exata de nossas próprias vidas,

ao invés de ter noção da vida dos outros

Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica

Difícil é ocupar o coração de alguém

Fácil é sonhar todas as noites

Difícil é lutar por nossos sonhos

E, é assim que desperdiçamos nossas vidas

Com escolhas equivocadas;

e culpamos um tal "Destino"!


por Juliana Nunes
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Wednesday, March 05, 2008

O BAILE ACABOU...



...e cá estou eu, mais renovada do que nunca! Sem muitas explicações, sem muita paciência, mas com vontade de voltar. Voltar a ser o que era, voltar a escrever-lhes, voltar a mim sem medo de ouvir, dizer ou esperar.

E a espera é longa quando se quer algo que não está ao alcance, quando se perde aquilo que acreditava ser para sempre, aquilo que acreditava ser verdadeiro. Momentos escapam-lhe à mão antes mesmo que perceba, momentos esses que não eram pra ser, pois nunca foram...
Momentos ruins que servem para nos deixar mais forte, menos sensível, mais inspirados, menos idiotas!

Que minhas palavras sirvam para vocês, almas podres que nunca serão humanas, pois nunca saberão o verdadeiro sentido da amizade, confiança, amor e lealdade.

Não desejo-lhes o mal, pois nem com isso saberão como lidar. Desejo-lhes apenas que vivam a vida que lhes foi reservada, pois ela sim dará conta de fazer com que vocês descubram para qual finalidade vieram ao mundo!

Aos amigos, desejo graças e conquistas, ofereço meu ombro para possíveis lamentações e agradeço àqueles que estiveram ao meu lado sempre!

Sem mais delongas... vamos ao que interessa, para que meus concorrentes acreditem: eu vim para ficar!

"Não diga que nunca mentiu

Não se esconda atrás da face do orgulho

Experimente observar, ver que tudo pode ser real

Dificuldade de escolher

As verdade que estão ao seu redor

O ódio vai te consumir

Te fará se imaginar alguém pior

Mesmo assim não vou pedir perdão

Nunca mais irei dizer que não

Haverá a chance de lutar

Fazer alguém feliz

Fechar a cicatriz

Dos nossos corações

E assim poderá viver

Sem medo de perder

E a "máscara da mentira"

Não mais existirá

A sua vida irá moldar

Não terá verdades por onde escapar

A solidão irá fazer

Com que as mentiras te façam enxergar"

(Erick Marrt)

por Juliana Nunes
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Saturday, January 06, 2007

O VENTO



Posso ouvir o vento passar, assistir à onda bater, mas o estrago que faz a vida é curta pra ver... Eu pensei... Que quando eu morrer vou acordar para o tempo e para o tempo parar: Um século, um mês, três vidas e mais um passo pra trás? Por que será?... Vou pensar.- Como pode alguém sonhar o que é impossível saber?- Não te dizer o que eu penso já é pensar em dizer e isso, eu vi, o vento leva!- Não sei mas sinto que é como sonhar que o esforço pra lembrar é a vontade de esquecer... E isso por que? Diz mais! Uh... Se a gente já não sabe mais rir um do outro meu bem então o que resta é chorar e talvez, se tem que durar, vem renascido o amor bento de lágrimas. Um século, três, se as vidas atrás são parte de nós. E como será? O vento vai dizer lento o que virá, e se chover demais, a gente vai saber, claro de um trovão, se alguém depois sorrir em paz. Só de encontrar... Ah!!! (Rodrigo Amarante)
por JULIANA NUNES
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