Monday, March 24, 2008

AUTORES LONDRINENSES EMBARCAM NA PRODUÇÃO DE CURTAS

Paula Ferraz, londrinense estreante interpretando a personagem principal Maria Angélica
Foto: Bruno Gehring
“O cinema tem privilégios. Assim como a vida, ele não tem sentido. Aliás, não precisa ter. Seu objetivo é confundir, ampliar, redimensionar a pretensa imagem que temos do mundo e de nós mesmos. Para isso, ele não deve explicar, encerrar, definir nem propor. Cinema é algo inacabado, em fluxo, fragmento. Quase invisível. Quase...” (www.mostralondrinadecinema.com.br)

Um novo conceito de cultura vem surgindo em Londrina em relação ao cinema. Muito além de exibições de películas em salas comerciais, produtores, cineastas, atores, diretores e um público bastante interessado vêm a algum tempo trabalhando duro para conseguir estimular uma cultura audiovisual ativa na cidade.

Embora longe de se tornar uma preferência unânime, os londrinenses estão cada vez mais acostumados com exibições de filmes nacionais e com a idéia de se produzir cinema na cidade. Apesar do conservadorismo ainda presente diante de uma novidade, existe um segmento que acredita e investe na ação.

Atualmente, vem sendo produzido, “Maria Angélica”, um curta-metragem produzido e dirigido pelo jornalista e roteirista Francelino França. A história trata de questões existenciais apresentando a agressividade de uma mãe contra a filha de nove anos, ao se sentir culpada por ter matado acidentalmente o filho recém-nascido. O refúgio para a garota é o cemitério, local onde a mãe religiosamente cumpre uma promessa. Naquele território, a menina se sente livre, sem opressão e violência, e fala com amigos imaginários, crianças já falecidas, além de um intrigante coveiro. O pai da garota acompanha tudo com uma atitude passiva diante do comportamento da mulher. Seguindo para um final que promete ser surpreendente.

“Maria Angélica é um filme de alta complexidade. E o resultado está ficando melhor que o esperado”, diz o diretor. França ainda afirma que o público nesse caso é generoso e sabe que é refém de uma imagem que vem de fora, e que quando se vê diante da oportunidade de ter sua história representada na tela, se identifica muito.

Com a Lei de Obrigatoriedade e Exibição (implantada em meados dos anos 80), permitindo que os filmes pudessem ser exibidos em salas comerciais, e mais tarde, a Lei do Audiovisual, estabelecida pela Ancine (Agência Nacional do Cinema), possibilitou que novas produções cinematográficas fossem feitas de uma maneira mais dinâmica e madura.

Em Londrina não podia ser diferente. Foi criado em 2003, o Kinoarte (Instituto de Cinema e Vídeo de Londrina), uma organização não governamental, que tem como objetivo promover a cultura audiovisual, através de produção, exibição e preservação de filmes, além da realização de cursos, oficinas e palestras. Profissionais de alta qualidade são selecionados para fazer parte da equipe. “A maior preocupação é com a qualidade dos filmes, e não tanto com a idéia de vender ou não os mesmos”, comentou Bruno Gehring, Produtor Executivo do curta.

Contudo, Argel Medeiros, Diretor de Produção do “Maria Angélica”, afirma que a ONG tem se deparado com dificuldades para concluir o projeto diante das questões financeiras. Como dito anteriormente, algumas empresas já têm a consciência de como é caro fazer cinema e de quão importante é ajudar a expansão da cultura no país. Porém, Argel conclui que, muitas dessas empresas que tem intenção de ajudar, só o fazem se o projeto estiver de acordo com a Lei Rouanet (ver site
www.cultura.gov.br). Há uma burocracia muito grande. Os idealizadores do projeto se vêem presos para seguir adiante conforme planejado.

O apoio do Promic (Programa Municipal de Incentivo à Cultura) que viabilizou uma verba de R$ 79.698,20 para este projeto, por exemplo, foi suficiente apenas para o início das gravações. Boa parte das despesas foi por conta de algumas empresas na cidade e inclusive do próprio diretor. Para a edição e finalização, já é outra história. “A parte final, é como se você começasse um outro filme”, explicou França.

Além do patrocínio direto com empresas, a equipe de produtores tenta conseguir um editor de experiência que eleve o nível do filme para apresentá-lo à Lei do Audiovisual, chegando assim ao processo esperado para a finalização.

NOTA: O diretor do curta, Francelino França, faleceu no dia 09 de setembro de 2006, em Londrina, em decorrência de falência do intestino. Segundo o pai de França, há 14 anos o filho lutava contra problemas de saúde. Em virtude disso, além de outros problemas finaceiros, o filme ainda não pode ser finalizado.

(publicada na Folha Metropolitana, Jornal Laboratório Metropolitana IESB, Ed 1, 2006-2)

por Juliana Nunes
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COITADINHOS DOS POMBOS!


Em agosto de 2006, foi realizada uma reunião com membros dos órgãos ambientais de Londrina para discutir uma solução para o problema da superpopulação dos pombos na cidade. Tudo bem, eles são realmente um problema. Quem é que nunca passou em baixo de uma árvore, sempre correndo ou olhando para cima, com medo de receber uma visita indesejada do céu ou nunca sentiu aquele mau-cheiro nas ruas em dias de chuva? Ou pior, quem é que nunca ouviu falar em casos de mortes ocasionadas por doenças transmitidas por essas aves?
Segundo a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SEMA), a grande preocupação seria realmente com o número de doenças que podem ser causadas pelas fezes das aves. Essas fezes produzem um fungo causador da meningite, além de outras doenças como a gripe aviária. Porém, caro leitor, fique tranqüilo, as pobres pombinhas não transmitem danos no seu orçamento, furtos compulsivos os disparos de tiros à queima roupa, como ocorrem diariamente.

Em Londrina existe atualmente uma população de 170 mil pombos. Em relatório apresentado pelo coordenador do Centro de Investigação em Medicina Aviária do Paraná (Cimepar), Ivens Gomes Guimarães, mostra que cerca de 50 mil pombos poderão ser sacrificados para controle populacional. As autoridades devem mesmo se preocupar. Já imaginaram se esses "malditos pombos" começam a causar epidemias em toda a população? Os responsáveis, no mínimo, não teriam verba para ampliar hospitais e recursos para salvar vidas.

A situação foi considerada emergencial na cidade e, neste caso, essas "pragas urbanas", como são considerados os pombos, serão capturadas e enviadas para o abate em câmaras de gás carbônico. Um método bastante utilizado em abatedouros de frangos por ser julgado de menor sofrimento para os bichinhos. A invenção do tal "método de menor sofrimento" foi de autoria de Adolf Hitler, que também julgava câmaras de gás um meio de diminuir a dor de uma população indesejada.

O orçamento, este sim não teve erro, foi estimado em R$ 120 mil/ano. Uma bagatela para a prefeitura. Oras, o Brasil possui uma renda tão bem distribuída. Francamente! Se vivêssemos num país onde decisões importantes como essa fossem tomadas com responsabilidade, o "massacre dos pombos" seria apenas mais um entre os benefícios à sociedade. Existem "pragas urbanas" muitos piores companheiros - são os também conhecidos "marginais" ou "corruptos".

É...coitadinhos dos pombos, terão mesmo seu fim decretado.
(publicada pela Folha Metropolitana, Jornal Laboratório Faculdade Metropolitana IESB - Ed 1, 2006-2)
por Juliana Nunes
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Tuesday, March 11, 2008

QUASE UMA FOCA!


Certa vez, a professora da primeira série perguntou aos alunos o que gostaríamos de ser quando crescer. Eu, sem hesitar respondi: “Cabeleireira! Ou, talvez professora!”. Sem nem saber ao certo como se escrevia “cabeleireira”, se tinha mesmo o “i” entre o “e” e o “r”, ou seria “cabelerera”... Alguns meses depois, tínhamos que fazer algum trabalhinho para expor no mural do colégio em comemoração ao aniversário da escola. Toda a turma fez redações, com o tema livre, e a minha foi uma das escolhidas (não sei se pelo fato da “tia da primeira série” ter sido minha tia de verdade), mas o que importa é que isso me deixou muito orgulhosa, o que me rendeu vários elogios da família toda também. O tema era alguma coisa sobre “Um fim de semana legal”, onde escrevi um passeio fictício com meu pai, numa tarde gostosa de domingo.
Alguns anos se passaram, comecei a me interessar pela leitura e não parava de escrever. Agendas, cadernos, paredes. Quando estava na 6ª série do Ensino Fundamental, um concurso de redação que envolvia todo o país me inspirou novamente para fazer o que gostava. Os três colégios de Ensino Fundamental da minha cidade participaram, onde depois concorreríamos entre os colégios do Estado e somente um ganhador de cada Estado iria para a final, em Brasília, conhecer o presidente Fernando Henrique Cardoso e ganhar alguns “prêmios simbólicos”. A minha redação foi a melhor da cidade, mas não passou disso... Mas, somente pelo orgulho de ver o diretor do colégio anunciar meu nome como “a melhor redação da cidade”, foi o suficiente para decidir qual profissão iria seguir.
E agora me encontro aqui, prestes a me tornar uma “foca”, que é como são chamados os jornalistas recém formados. Muito tempo se passou, muitas coisas aconteceram, fiz muitas amizades, mas quase todas já se foram, restaram apenas as verdadeiras... mas isso não importa, o que fica são as experiências que levarei por toda a vida, principalmente as de cunho profissional, pois com algumas dessas “amizades” passageiras descobri que tenho sim potencial para ser melhor que outros no que diz respeito a caráter, bom senso e profissionalismo.
Agora é esperar. Quatro meses ainda me restam para me preocupar em como provar que estou capacitada a receber o canudo... e aceitar, que o mundo lá fora é muito mais do que uma simples exposição de trabalhinhos no mural do colégio...
por Juliana Nunes
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Monday, March 10, 2008

INSANIDADE TEMPORÁRIA


A LOUCURA ME ACALMA... MELHOR NÃO CONTRARIAR!
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VAI DOER, MAS EU PRECISO TE DEIXAR PARTIR...


E de repente, um anjo veio e te levou daqui... fazendo da Terra um pouco mais triste por perder um sorriso, uma alma boa, uma boa companhia, um amigo, um filho, um irmão. É difícil aceitar que eu te deixei partir sem ao menos me despedir, sem ao menos dar aquele beijo que há tanto esperei, aquele abraço que há tanto fiquei devendo, sem jogar aquela partida de tranca como há muito prometia... Peço que me perdoe por não ter te dado um último abraço, por não ter conseguido tocar sua mão, por não ter atendido seu último telefonema... mas acredite, só não fiz pois estou muito chateada contigo! Você me deve uma explicação do porquê não parou quando eu te pedi, do porquê não foi dormir quando eu sugeri, do porquê desistiu tão fácil assim? E ainda ficou me devendo uma resenha de filme... Ao menos fizemos as últimas considerações, fizemos as últimas lamentações e as últimas recordações, não é mesmo? E isso acalma um pouco meu coração! Mas não pense que vai ficar assim, viu! Ainda espero sua visita, como naquela noite em que apareceu sorrindo pra mim, e uma resposta para todos os questionamentos que lhe fiz... pela vida toda! Fica em paz, porque por aqui as coisas estão indo bem, apesar da saudade... Agora dorme com Deus, descanse! Conversamos mais tarde quando eu for dormir, como de costume! Ah! E não se esqueça... eu te amo!


REVERÊNCIA AO DESTINO (Adaptado de Drummond)


Falar é completamente fácil quando se tem palavras em mente

que expressem sua opinião

Difícil é expressar por gestos e atitudes

o que realmente queremos dizer antes que a pessoa se vá

Fácil é julgar as pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias

Difícil é tentar fazer diferente algo que já se fez muito errado

Fácil é analisar a situação alheia e aconselhar sobre essa situação

Difícil é vivenciar essa situação e saber o que fazer, ou ter coragem pra fazer

Fácil é ouvir a música que toca

Difícil é ouvir a sua consciência, mostrando nossas escolhas erradas

Fácil é ditar regras

Difícil é seguí-las. Ter a noção exata de nossas próprias vidas,

ao invés de ter noção da vida dos outros

Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica

Difícil é ocupar o coração de alguém

Fácil é sonhar todas as noites

Difícil é lutar por nossos sonhos

E, é assim que desperdiçamos nossas vidas

Com escolhas equivocadas;

e culpamos um tal "Destino"!


por Juliana Nunes
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Wednesday, March 05, 2008

O BAILE ACABOU...



...e cá estou eu, mais renovada do que nunca! Sem muitas explicações, sem muita paciência, mas com vontade de voltar. Voltar a ser o que era, voltar a escrever-lhes, voltar a mim sem medo de ouvir, dizer ou esperar.

E a espera é longa quando se quer algo que não está ao alcance, quando se perde aquilo que acreditava ser para sempre, aquilo que acreditava ser verdadeiro. Momentos escapam-lhe à mão antes mesmo que perceba, momentos esses que não eram pra ser, pois nunca foram...
Momentos ruins que servem para nos deixar mais forte, menos sensível, mais inspirados, menos idiotas!

Que minhas palavras sirvam para vocês, almas podres que nunca serão humanas, pois nunca saberão o verdadeiro sentido da amizade, confiança, amor e lealdade.

Não desejo-lhes o mal, pois nem com isso saberão como lidar. Desejo-lhes apenas que vivam a vida que lhes foi reservada, pois ela sim dará conta de fazer com que vocês descubram para qual finalidade vieram ao mundo!

Aos amigos, desejo graças e conquistas, ofereço meu ombro para possíveis lamentações e agradeço àqueles que estiveram ao meu lado sempre!

Sem mais delongas... vamos ao que interessa, para que meus concorrentes acreditem: eu vim para ficar!

"Não diga que nunca mentiu

Não se esconda atrás da face do orgulho

Experimente observar, ver que tudo pode ser real

Dificuldade de escolher

As verdade que estão ao seu redor

O ódio vai te consumir

Te fará se imaginar alguém pior

Mesmo assim não vou pedir perdão

Nunca mais irei dizer que não

Haverá a chance de lutar

Fazer alguém feliz

Fechar a cicatriz

Dos nossos corações

E assim poderá viver

Sem medo de perder

E a "máscara da mentira"

Não mais existirá

A sua vida irá moldar

Não terá verdades por onde escapar

A solidão irá fazer

Com que as mentiras te façam enxergar"

(Erick Marrt)

por Juliana Nunes
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