
Depois de 30 anos da morte de Elvis Presley, fãs ainda relembram suas histórias
Milhares de pessoas se reúnem em Memphis, nos Estados Unidos, todo dia 16 de agosto, aniversário de morte do Rei do Rock, Elvis Presley, que faleceu nessa data, no ano de 1977, por insuficiência respiratória.
Fãs em todo o Brasil, também organizaram caravanas para participar do evento “Elvis Week 2007”. Aos que não puderam ir dessa vez, fica o desejo de tentar chegar o mais perto possível das lembranças, tendo que aguardar uma próxima oportunidade.
Bruno Magalhães Brito, estudante, 16 anos, mora com os pais em São Paulo, capital, e se declara fã de Elvis desde 2002, quando ouviu pela primeira vez a música A Little Less Conversation, que tocava no rádio. “No princípio, era a única música que eu gostava, até que meu pai emprestou de um amigo uns CDs, e a partir daí, o Elvis passou a fazer parte de mim, tornando-se algo quase que vital”, comenta com entusiasmo.
Apesar de tantas histórias sobre o ídolo que “ainda vive entre nós”, Bruno acredita sim, que Elvis morreu, mas apenas fisicamente. Não só para ele, mas como para todos os fãs do cantor, o mito permanecerá vivo em suas mentes e corações.
O fã conta que chegou a ter “um fio de esperança” quando surgiu o boato, recentemente, de que Elvis estaria morando na Argentina. “A história me pareceu convincente a ponto de ter me deixado em dúvida sobre a morte dele”, lamenta. Mas acrescenta que jamais fez alguma loucura para poder reencontrá-lo.
O jovem fã de Elvis é convicto de que o cantor foi e sempre será o maior da história, “sua morte não o apagou do cenário mundial por um simples fato, Elvis é inigualável e sempre será”, encerra.
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20 coisas que você não pode deixar de saber:
1. Elvis ajudava os amigos e pessoas pobres. Uma vez, entrou em uma loja de automóveis e comprou vários Cadillacs. Deu todos de presente.
2. Nos anos 70, antes de um show em Las Vegas, Elvis foi ameaçado de morte. Entrou no palco e fez o show com um revólver no cinturão.
3. Os Beatles visitaram o Rei, em meados dos anos 60. Cantaram juntos e jogaram bilhar, mas as cenas não foram registradas.
4. Por pouco não existiram dois Elvis. O cantor teve um irmão gêmeo, mas Jesse nasceu morto.
5. Elvis fez show apenas nos Estados Unidos. Tocou somente uma vez no Canadá. Seu empresário, o coronel Parker, era holandês, e vivia ilegalmente no país. Por isso, tinha medo de viajar e não mais poder retornar.
6. Elvis tinha cabelos loiros. Tingia seu cabelo, pois gostava do tom de seu ídolo Tony Curtins.
7. Nos anos 50, Elvis deu uma pancada em um frentista que tentou afastar algumas fãs, quando parou em um posto de gasolina para abastecer. Foi a julgamento, mas acabou inocentado.
8. Quando queria ir ao cinema, Elvis fechava uma sala em Memphis só para seus amigos.
9. Depois de conversar com o presidente Nixon, em 1972, Elvis foi nomeado agente do FBI, pois queria ajudar os EUA na guerra contra as drogas.
10. Em um de seus filmes, O Seresteiro de Acapulco, de 1963, Elvis salta de penhascos em direção ao mar. Mas, na verdade, ele nunca pulou nem colocou os pés no México. O filme foi todo filmado em Los Angeles.
11. Elvis já cantou música de brasileiro, nos anos 60. Almost in Love, foi composta por Luiz Bonfá.
12. Certa vez, o motor da Ferrari de Elvis não pegou quando ele deu a partida. Irritado, ele atirou no carro.
13. O corpo do cantor foi sepultado no cemitério de Forest Hill, em Memphis. Mas, uma tentativa de roubo do corpo, fez a família transferi-lo para Graceland.
14. Elvis atirou em um aparelho de TV quando viu o cantor Robert Goulet, de quem não gostava nem um pouco.
15. Nenhuma das músicas de Elvis foi composta por ele.
16. A última foto de Elvis foi tirada em 15 de agosto de 1977, quando entrava pelos portões de sua casa, voltando do dentista. Um dia antes de sua morte.
17. Em 1968, o produtor Steve Binder levou Elvis para dar uma volta em Los Angeles, pois acreditava que já não iria chamar atenção. O mito não era mais tão popular.
18. Sempre que conhecia alguém Elvis se apresentava: “Hello, I´m Elvis Presley”. Como se ninguém o conhecesse.
19. Para um show que apresentou no Havaí, Elvis fez uma “apresentação teste”, um dia antes, e jogou para o público seu cinturão trabalhado em pedras. Um novo cinturão teve que ser confeccionado, em 24 horas, para o show oficial.
20. Graceland, a mansão onde viveu, é o segundo ponto turístico mais visitado dos EUA. Perde apenas para a Casa Branca.
Mas afinal, ele morreu ou não morreu?
Iniciada por um tablóide norte-americano de notícias curiosas Weekly World News, a lenda urbana de que Elvis Presley não morreu, corre até hoje por todo o mundo. Tudo começou nos anos 80, quando Elvis foi “flagrado” em Kalamazoo, Michigan, comendo um hambúrguer.
Depois disso, algumas testemunhas já o viram em um trailer na Lousiana, tendo aulas de dança do ventre, em Osaka, no Japão, conduzindo um bonde na República Checa e comprando sapatos de camurça azul, na Grã-Bretanha.
Mesmo não havendo provas dessas aparições, existe hoje, uma recompensa de US$ 3 milhões, ofertados por um grupo de apostas da Grã-Bretanha, para quem apresentar provas concretas de que o Rei do Rock ainda está vivo.
Uma pesquisa da rede de televisão CBS aponta que, aproximadamente, 20 milhões de norte-americanos ainda acreditam que Elvis não está morto. Os adeptos dessa teoria defendem qualquer tipo de justificativa, de que o ídolo teria simulado sua morte.
Alguns dizem que ele teria se beneficiado do programa de proteção a testemunhas e trabalharia para a agência norte-americana de luta contra as drogas (DEA), por isso teria que viajar pelo mundo todo.
Outros, um pouco mais perturbados, afirmam que Elvis foi seqüestrado por extraterrestres ou situações ainda mais inusitadas. Ou ainda, que se trata de uma experiência de clonagem, e que, na verdade, existem milhares de Elvis espalhados por todo o planeta.
Com tantas teorias, fica difícil acreditar que o maior ídolo do Rock de todos os tempos, teria mesmo partido da Terra. Talvez, uma versão um pouco mais amena, confortaria a todos os fãs: o nome Elvis forma o anagrama “Lives”, que quer dizer “vive”, em inglês
O “santuário” Graceland
Nascido em 8 de janeiro de 1935, em Tupelo, Mississippi, Elvis gravou seu primeiro disco demo em 1953. Somente em 1956, ao aparecer no programa de TV The Milton Berle Show, levou a platéia ao delírio com seu rebolado, provocando a ira de grupos conservadores que condenaram sua música e performance, considerando-as exageradas e sensuais para a época.
Além de músico, Elvis também foi ator e participou de 33 filmes. Ainda em 1956, lançou seu primeiro longa, que estreou com “Love Me Tender”, seu primeiro sucesso, como trilha sonora. Em 1957, comprou a mansão Graceland, onde viveu com a família até a sua morte.
Nesse ano, a Graceland preparou a “Elvis Week” - Semana Elvis - , atraindo cerca de 50 mil pessoas que fizeram vigílias à luz de velas e participaram de shows e tributos especiais ao cantor. Uma das atrações mais esperadas foi um show virtual, de aproximadamente duas horas, com os ex-músicos de Elvis e com o astro “cantando” em um grande telão, no dia 17.
Fãs do Brasil inteiro também organizaram uma caravana para participar da “Elvis Week 2007”. A viagem começou a ser agilizada através de uma comunidade no Orkut, e por um telefone criado especialmente para isso, o Disk Elvis. O empresário, Marcelo Costa, que se dedica desde o final dos anos 1970 a eventos ligados ao mito, foi o responsável pela excursão, que durou dos dias 6 a 18 de agosto.
(publicado no Metrô on line - da Faculdade Pitágoras/Metropolitana em 31/08/2007
por Juliana Nunes